segunda-feira, 20 de julho de 2015

JUST THINK ABOUT...


11 anos - 1993 - ESTAVA ANSIOSA PARA MINHA FESTINHA, naquela época, uma criança dessa idade era criança, e  tudo o que eu queria era a decoração dos " Ursinhos Carinhosos ", que minha irmã fez e que ficou linda! Eu lembro que eu ficava sonhando com a festa, com os preparativos, com os presentes que eu ganharia, com todas as bonecas... Acabei ganhando três bonecas, duas do tipo Barbie, e uma sereia que amei, pois eu sempre quis ser uma sereia... Tipo, prestar um concurso, rsrs... Eu estava crescendo e não queria , nem quer até hoje... O trâmite da adolescência foi perturbador pra mim, não queria ver meus seios crescerem (hoje quero dois melões, rsrs), não sabia o que era menstruação, foi um pesadelo. Sendo assim, meus 11 anos foi meu último ano infantil e que saboreei cada instante, porque alguma coisa em mim dizia que era o último... Eu já gostava muito de escrever... Não tinha amigos e já era muito sozinha... Sempre fui muito ligada à minha família, e pra mim estava bom viver apenas em meio à eles... Foi o ano que fui pela primeira vez à Águas de São Pedro em excursão de bairro, e me encantei com o lugar! Fazia um ano que nosso pai tinha falecido, e nossa vida já tinha mudado completamente...


22 anos - 2004 - EU TRABALHAVA DEMAIS, tanto que só me lembro de fazer isso! Estava no shopping Ibirapuera e de lá fui transferida para o Center Norte... Pegava folga uma vez na semana e olhe lá, e quase não via meus amigos... Naquela época, as pessoas me procuravam e eu não os via, pois quando eu tinha folga, eu só dormia de cansaço... Minha saúde começou a dar sinais de que a vida que eu estava levando era um abuso contra meu físico, contra meu emocional, e as consequências foram as piores...
Lembro de uma Michele engordando, comendo lixo no shopping... Lembro de uma Michele - velha - coroca, enchendo o saco de todo mundo em casa, querendo determinar como cada um deveria viver, segundo seu conceito de certo... Arrogante e amarga, cinza como o asfalto, pagando de boazinha, mas queria que todas as coisas, todas as pessoas fossem como eu queria... Eu não me olhava, eu não me observava, eu abusava e desrespeitava todo mundo porque isso era o que eu fazia de melhor comigo. Tinha uma baixa auto estima do caralho, não me olhava no espelho nem pra pentear o cabelo... Era cristã/espírita, e tinha a pretensão de achar que eu estava com a razão, que eu tinha descoberto a grande verdade da vida, o sentido de tudo... Sofria por um idiota que comeu a empresa toda, que se achava o máximo, e que no fundo eu nunca quis mesmo... Eu não era nada admirável, era uma alma sem rumo, e sem a pretensão de encontrá-lo, mas, a vida ensina, E ENSINOU!

TO BE CONTINUED...

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