sábado, 19 de novembro de 2016

" PACIÊNCIA E SEGURANÇA " - EMMANUEL



ATÉ UM TEMPO ATRÁS, EU ACHAVA ESSE EMMANUEL UM CHATO, e ele é mesmo, no sentido de " certinho", e talvez me incomodasse por eu ser bem parecida com ele... Como eu frequento a FEESP o máximo que eu posso, os voluntários costumam nos dar aqueles folhetinhos com mensagens, e sempre tinha do Emmanuel ou do André Luiz que pra mim é outro chato... Isso não quer dizer que as frases ou mensagens não são coerentes, ou que eu não concorde, muitas vezes eu as achava brilhante, mas com muito sacrifício eu lia até o final...
No começo desse ano, passando por alguma situação que não me lembro, emocionalmente afetada, além da partida do meu irmão, eu fui buscar auxílio no DEPOE da Federação, como faço sempre que o negócio aperta, e desde que frequento a Casa, e um senhor muito simpático, brincalhão e bom de papo me instruiu para que eu lesse os cinco romances de Emmanuel, eu disse: " logo dele? ", mas, eu confiei de que aquele senhor me indicava exatamente o que eu precisava, e entrei 2016 lendo " Há 2000 Anos ", " Ave Cristo ", " Renúncia ", " Paulo e Estevão ", e esqueci o outro, mas na web é só jogar os romances de Emmanuel, e estou com preguiça de fazer isso...
Bom, depois dos livros, eu queria ter encontrado este senhor para dizer o bem que a leitura me proporcionou, minha cabeça, meu íntimo, entende? Me fortaleceu totalmente, me fez enxergar que não sou sozinha, me devolveu paz e confiança na vida!!! Daí, o Emmanuel deixou de ser chato, rsrs.
Segue abaixo uma mensagem dele, desses folhetinhos que recebo na Federação:

" Efetivamente, não te será possível deter as vítimas da precipitação.
Aqui, é alguém que clama intempestivamente por melhores dias, sem despender o mínimo esforço para alicerçá-los.
Ali, é o amigo que desiste da tolerância e se desequilibra no espinheiral da irritação.
Além, é o pai que exige a regeneração imediata de um filho que ele próprio entregou à dissipação e à leviandade por muito tempo.
Mais adiante, é o doente que reclama a própria cura, em poucos dias, acerca de moléstia determinada que o aflige, para a qual ele próprio organizou campo adequado, em vários anos de menosprezo a si mesmo.
Com todos esses casos rentearás, incluindo talvez familiares queridos que se mostrem incursos nesses quadros da pressa, a traduzir-se em perturbação.
Lembrar-te-ás, porém, de que a ansiedade, só por si, não serve a ninguém.
A aflição inútil quase sempre apenas consegue mentalizar alucinações, suscetíveis de piorar quaisquer problemas, já de si mesmos graves e complicados.
Em qualquer percalço dessa ordem, observa os padrões da Natureza.
A árvore não dá frutos sem habilitar-se no tempo para isso.
Por mais que um homem vocifere, reclamando a luz do sol num hemisfério, onde o relógio aponte a meia-noite, reconhecer-se-á obrigado a esperar pelo amanhecer.
A lâmpada, para inflamar-se, deve ajustar-se à voltagem.
E uma criança, por mais prodígios de inteligência dos quais forneça testemunho, só atuará com responsabilidade, quando o tempo lhe acrescente a madureza.
Em quaisquer circunstâncias, conserva a serenidade da paciência para que te sobreponhas às dificuldades e impactos inevitáveis do sofrimento que comparece no caminho de todos.
Age e constrói sempre, mas não te esqueças de que se não consegues estabelecer a harmonia e a segurança, no íntimo dos outros, podes claramente guardar a calma e a compreensão por dentro de si. "

EMMANUEL - DO LIVRO " ALGO MAIS ", POR CHICO XAVIER

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